2012-05-26
Irena Sendler
Recebido por e-mail.
Uma senhora de 98 anos chamada Irena Sendler faleceu há pouco tempo.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações. Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo cristã e alemã!).
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazistas apanharam-na. Souberam dessas atividades e em 20 de Outubro de 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak, onde foi brutalmentetorturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampade Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossosdos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada, foi no entanto condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco: "Corra!".
Esperando ser baleada pelas costas, Irena contudo correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza que não fora seguida. No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais. Os membros daorganização Żegota ("Resgate") tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.
Em 2006 foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por sua campanha sobre o Aquecimento Global. (sem comentários)
Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!
Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faça o mesmo.
Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail está sendo reenviado como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos (inclusive 1.900 sacerdotes católicos ) 500 mil ciganos, centenas de milhares de socialistas, comunistas e democratas e milhares de deficientes físicos e mentais que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados, com os povos do mundo muitas vezes olhando para o outro lado.
Agora, mais do que nunca, com o recrudescimento do racismo, da discriminação e os massacres de milhões de civis em conflitos e guerras sem fim em todos os continentes, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça. Gente como Irena Sendler, que salvou milhares de vidas praticamente sozinha, é extremamente necessária.
A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Una-se a nós. Seja mais um elo desta cadeia comemorativa e ajude a distribuí-la por todo o mundo. Por favor, envie este e-mail às pessoas que conhece e peça-lhes que não interrompam esta cadeia.. "A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade."- Irena Sendler
Por favor, não apague simplesmente. Não levará um minuto reenviá-lo. Obrigado.
2012-05-22
Artigo "Sobre as riquezas da Igreja Católica"
Os que me conhecem sabem que eu não sou católico. Sou espírita, mas apesar de alguns católicos e evangélicos me atacarem e dizerem que eu sigo a "religião do capeta" eu sempre que posso defendo a religião mãe da nossa sociedade.
Segue um artigo que peguei no endereço abaixo:
http://oquehanascabecas.blogspot.com.br/2012/05/sobre-as-riquezas-da-igreja-catolica.html
Muito interessante. É normal as pessoas não conhecerem algo sequer superficialmente e já sair fomentando as falácias mais baratas, por ser amante da verdade, embora nem sempre eu a tenha, achei importante registrar aqui.
Segue:
Segue um artigo que peguei no endereço abaixo:
http://oquehanascabecas.blogspot.com.br/2012/05/sobre-as-riquezas-da-igreja-catolica.html
Muito interessante. É normal as pessoas não conhecerem algo sequer superficialmente e já sair fomentando as falácias mais baratas, por ser amante da verdade, embora nem sempre eu a tenha, achei importante registrar aqui.
Segue:
Sobre as riquezas da Igreja Católica
Recebi esta matéria por e-mail e publico aqui.
Autoria: Bryan
_________________________
Oras, é muito fácil olhar uma coisa e achar "bonito" e sair espalhando por aí o que todo mundo tá falando, sem procurar saber como as coisas realmente são. O mais triste é que muitas pessoas católicas ou não, e que sabem que o sistema não é assim, se calam por medo e muitas vezes repassam essas mentiras que circulam por aí.
Mas agora vamos aos esclarecimentos, tudo o que está escrito aqui é verdade, existem provas e fatos.
Para quem acha que a Igreja Católica é um lugarzinho onde os padres falam "é porque Deus quis assim e pronto" aqui vai uma informação: a Igreja Católica é a instituição com o maior número de prêmios Nobel do mundo, ou seja, a Pontifícia Academia de Ciências conta com o maior número de membros laureados com prêmio Nobel, sendo que foram majoritariamente escolhidos como membros da Academia bem antes de serem premiados, e quem pensa que essa academia é um clubinho onde padres se reúnem, tá bem enganado, muitos dos cientistas membros, provenientes de todo o mundo, não são católicos.
E como eu gosto de matar a cobra e mostrar o pau, vou disponibilizar links, para quem quiser olhar e verificar:
http://blog.cancaonova.com/fel ipeaquino/2007/10/10/mais- dois-premios-nobel-na-academia -pontificia-das-ciencias/
http://blog.cancaonova.com/fel ipeaquino/2007/10/10/mais- dois-premios-nobel-na-academia -pontificia-das-ciencias/
Agora, sobre a questão dessa foto que está circulando por aí, você sabia que a Igreja Católica é a maior Instituição de Caridade do Mundo? Nossa, que contraditório isso, não ?
Sabia que se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados?
Sabia que quando a epidemia de Aids estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer, eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes, porque ninguém mais queria fazê-lo ?
Que no Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública, eram as casas de caridade que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?
Ora, vejamos só.
A Igreja Católica mantém na Ásia:
1.076 hospitais
3.400 dispensários
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância
Na África:
964 hospitais
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância
Na América:
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância
Na Oceania:
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância
Na Europa:
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos
2.370 jardins de infância
Alguém pode me dizer se existe qualquer outra pessoa, empresa ou instituição que faz pelo menos 1/4 do que está escrito acima?
Autoria: Bryan
_________________________
Oras, é muito fácil olhar uma coisa e achar "bonito" e sair espalhando por aí o que todo mundo tá falando, sem procurar saber como as coisas realmente são. O mais triste é que muitas pessoas católicas ou não, e que sabem que o sistema não é assim, se calam por medo e muitas vezes repassam essas mentiras que circulam por aí.
Mas agora vamos aos esclarecimentos, tudo o que está escrito aqui é verdade, existem provas e fatos.
Para quem acha que a Igreja Católica é um lugarzinho onde os padres falam "é porque Deus quis assim e pronto" aqui vai uma informação: a Igreja Católica é a instituição com o maior número de prêmios Nobel do mundo, ou seja, a Pontifícia Academia de Ciências conta com o maior número de membros laureados com prêmio Nobel, sendo que foram majoritariamente escolhidos como membros da Academia bem antes de serem premiados, e quem pensa que essa academia é um clubinho onde padres se reúnem, tá bem enganado, muitos dos cientistas membros, provenientes de todo o mundo, não são católicos.
E como eu gosto de matar a cobra e mostrar o pau, vou disponibilizar links, para quem quiser olhar e verificar:
http://blog.cancaonova.com/fel
http://blog.cancaonova.com/fel
Agora, sobre a questão dessa foto que está circulando por aí, você sabia que a Igreja Católica é a maior Instituição de Caridade do Mundo? Nossa, que contraditório isso, não ?
Sabia que se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados?
Sabia que quando a epidemia de Aids estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer, eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes, porque ninguém mais queria fazê-lo ?
Que no Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública, eram as casas de caridade que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?
Ora, vejamos só.
A Igreja Católica mantém na Ásia:
1.076 hospitais
3.400 dispensários
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância
Na África:
964 hospitais
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância
Na América:
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância
Na Oceania:
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância
Na Europa:
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos
2.370 jardins de infância
Alguém pode me dizer se existe qualquer outra pessoa, empresa ou instituição que faz pelo menos 1/4 do que está escrito acima?
Links:
http://www.youtube.com/watch? feature=player_embedded&v= jZeH9OQkFlY
http://temaspolemicosigreja. blogspot.com/2010/10/igreja- catolica-maior-instituicao-de. html
http://jornalpartilha. blogspot.com/2007/10/histria- das-ipsss-em-portugal.html
http://analisesocial.ics.ul. pt/documentos/1223380820T2vFD3 xo1Yc47NV1.pdf
http://analisesocial.ics.ul. pt/documentos/1223380820T2vFD3 xo1Yc47NV1.pdf
http://cotidianoespiritual. blogspot.com.br/2011/10/igreja -catolica-maior-obra-caritativ a.html
http://www.youtube.com/watch?
http://temaspolemicosigreja.
http://jornalpartilha.
http://analisesocial.ics.ul.
http://analisesocial.ics.ul.
http://cotidianoespiritual.
Agora, "por que a Igreja não vende tudo o que tem para ajudar as pessoas necessitadas?"
Veja só, a Igreja não poderia vender o que ela tem nem se ela quisesse, os bens da Igreja Católica são patrimônio de Roma e dos países em que ela está presente. Além do mais, existe o Tratado de Latrão, que impede a Igreja de vender o que está no Vaticano. Lembrando também que o trono não é de ouro, é bronze dourado em madeira. Gian Lorenzo Bernini, o maior escultor do século XVII e também um extraordinário arquiteto, em 1657 começou o Trono de São Pedro, ou Cathedra Petri, uma cobertura em bronze dourado do trono em madeira do papa, que foi terminada em 1666. Mas vamos pensar que a Igreja deva vender tudo. Se fosse assim, talvez todos os museus de mundo também devessem vender as suas artes para ajudar no combate da miséria, talvez todos os países devessem dar as suas riquezas, talvez todas as pessoas devessem dar o que têm, talvez você deva dar este seu computador, que está usando agora, para ajudar na luta contra a miséria.
E aí, que tal ?
Veja só, a Igreja não poderia vender o que ela tem nem se ela quisesse, os bens da Igreja Católica são patrimônio de Roma e dos países em que ela está presente. Além do mais, existe o Tratado de Latrão, que impede a Igreja de vender o que está no Vaticano. Lembrando também que o trono não é de ouro, é bronze dourado em madeira. Gian Lorenzo Bernini, o maior escultor do século XVII e também um extraordinário arquiteto, em 1657 começou o Trono de São Pedro, ou Cathedra Petri, uma cobertura em bronze dourado do trono em madeira do papa, que foi terminada em 1666. Mas vamos pensar que a Igreja deva vender tudo. Se fosse assim, talvez todos os museus de mundo também devessem vender as suas artes para ajudar no combate da miséria, talvez todos os países devessem dar as suas riquezas, talvez todas as pessoas devessem dar o que têm, talvez você deva dar este seu computador, que está usando agora, para ajudar na luta contra a miséria.
Link sobre o ''Trono de ouro'':
E aí, que tal ?
E ainda tem gente que diz que a Igreja é ignorante, que não se preocupa com a ciência, que não faz caridade, que tapa os olhos diante das coisas do mundo.
Peço desculpas se alguém se sentir ofendido, mas tudo que escrevi aqui é verdade, pode procurar além das fontes contidas aqui e conferir.
Mas primeiramente quem se sentiu ofendido fui eu, porque pessoas que não sabem nada sobre a minha fé andam espalhando essas falsas informações por aí. Portanto, eu não poderia ficar calado de braços cruzados, então criei esta contra campanha.
Peço aos Católicos, aqueles que são realmente Católicos e não têm vergonha nem medo de assumir isso e a todos que concordam com o que eu escrevi, sendo Católicos ou não, que divulguem minha proposta para podermos acabar com essas mentiras que circulam por aí. Se tiverem dúvida, podem me incomodar, porque o que eu souber vou tentar usar pra esclarecer.
Eu sei que o texto já está meio grande, mas esse é um tema que não dá pra dividir ou deixar algumas partes de lado, por isso sempre que consigo mais informações, eu as adiciono aqui.
Agradeço a paciência dos que leram, agradeço às pessoas que compartilharam esta campanha, agradeço pelas informações a mais que me forneceram para enriquecer esse texto e agradeço principalmente ao meu pároco, que me proporcionou conhecimento sobre este e diversos outros assuntos. E me desculpem pelo "porcurar" na imagem, mas enfim, ninguém é perfeito né?
Peço desculpas se alguém se sentir ofendido, mas tudo que escrevi aqui é verdade, pode procurar além das fontes contidas aqui e conferir.
Mas primeiramente quem se sentiu ofendido fui eu, porque pessoas que não sabem nada sobre a minha fé andam espalhando essas falsas informações por aí. Portanto, eu não poderia ficar calado de braços cruzados, então criei esta contra campanha.
Peço aos Católicos, aqueles que são realmente Católicos e não têm vergonha nem medo de assumir isso e a todos que concordam com o que eu escrevi, sendo Católicos ou não, que divulguem minha proposta para podermos acabar com essas mentiras que circulam por aí. Se tiverem dúvida, podem me incomodar, porque o que eu souber vou tentar usar pra esclarecer.
Eu sei que o texto já está meio grande, mas esse é um tema que não dá pra dividir ou deixar algumas partes de lado, por isso sempre que consigo mais informações, eu as adiciono aqui.
Agradeço a paciência dos que leram, agradeço às pessoas que compartilharam esta campanha, agradeço pelas informações a mais que me forneceram para enriquecer esse texto e agradeço principalmente ao meu pároco, que me proporcionou conhecimento sobre este e diversos outros assuntos. E me desculpem pelo "porcurar" na imagem, mas enfim, ninguém é perfeito né?
XD
Compartilhem.
Obrigado.
Obrigado.
BRYAN
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2012-05-18
2012-05-17
Uma aula de história contemporânea da política brasileira
Copiado de http://www.anabb.org.br/novoSite/clipping/Clipping28102008.htm#13
- Correio Braziliense - 28/10/2008
Transição inacabada
Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador
O presidente Geisel, ao tomar posse em março de 1970, encontrou vencidas as guerrilhas urbanas, iniciadas em 1967. Preparou um plano de transição constante da Emenda Constitucional nº 11, de 13 de outubro de 1978. Revogava o AI-5. Restabelecia todas as liberdades fundamentais, entre elas a dos órgãos de comunicação de massa, hoje conhecidos como mídia.
Ao presidente Figueiredo coube continuar a transição, com a quebra do bipartidarismo e a anistia geral. Ao fim do mandato do seu sucessor, eleito pelo Colégio Eleitoral mantido pela eleição de 1982, encerrar-se-ia o ciclo militar. O PDS rejeitou fosse substituto de Figueiredo o deputado Paulo Maluf, candidato aprovado em Convenção Nacional. O cisma, liderado pelo senador José Sarney, em 1984, causou a adesão de grande parte do partido à candidatura de Tancredo Neves, ainda eleito pelo Colégio Eleitoral tão execrado, mas útil no momento favorável.
Quanto à anistia, a oposição exigia "ampla, geral e irrestrita". Apresentou, porém, um substitutivo que aprovava a absolvição dos crimes conexos (entendidos como terrorismo e tortura), mas não abrangeria, intencionalmente ou não, Leonel Brizola e Miguel Arraes. Derrotado o substitutivo, encabeçado pelo deputado Ulysses Guimarães, foram ambos eleitos em 1982, respectivamente governador do Rio Grande do Sul e deputado federal, por Pernambuco. Líder do governo Figueiredo, e por ele autorizado, garanti, da tribuna do Congresso, que outras medidas, especialmente sobre os crimes de sangue que a lei excluía, seriam progressivamente submetidas ao Congresso.
Aprovada a anistia pelo Congresso, antecipada pelo pluralismo partidário e a legalização dos partidos marxistas e até leninistas pelo presidente José Sarney, que fora o líder da Arena e do PDS, vê-se que a distensão buscava a democracia plena. Mas a esquerda radical não aceitou, anistiada, a reconciliação da família brasileira. Na Constituinte, o assunto voltou à baila: "Nada de esquecimento", diziam. Na gestão de FHC a litania separatista de esquerda foi atendida. O revanchismo produziu a inversão da história: os vencidos na luta armada, que a deflagraram em 1967, passaram a reescrever a história.
O presidente Fernando Henrique Cardoso tornou lei a "vendeta". Constituiu as comissões de Anistia e de Indenização, tomadas de facciosismo raivoso e multiplicador até de fortunas, que levaram o humorista Millor Fernandes, nada simpático ao ciclo militar, escrever que "os guerrilheiros não fizeram guerrilha, mas um bom investimento". FHC, ao sancionar as comissões, disse ser "o dia mais feliz" da vida dele. Carreou votos de milhares de indenizados para Lula e não para Serra, seu candidato a presidente da República.
Esse retrospecto põe em evidência o comportamento harmonizador, sem reciprocidade, dos que impediram que o Brasil virasse uma imensa Cuba. Pagam por isso, como se os guerrilheiros tivessem vencido, pelas armas, a segunda tentativa sangrenta de tomar o poder no Brasil. Derrotados, foram anistiados, mas parecem vencedores implacáveis. Falseiam a verdade. Objetivam convencer os incautos que perderam devido à tortura que teriam sofrido, quando se sabe que perderam porque não tiveram apoio da opinião pública, essencial para as guerrilhas.
Dizem que lutaram pela democracia contra a ditadura. Como confessa dignamente o ex-guerrilheiro Daniel Aarão Reis, marxistas leninistas que eram, bateram-se pela ditadura do proletariado. Compensando o fracasso armado, estão com os bolsos abarrotados de dinheiro, pensões vitalícias sem pagar Imposto de Renda, empregos e nomes nas ruas. O presidente Lula, que prefere ser democrata pragmático a proletário revolucionário, os diz heróis, numa cerimônia a que presidiu.
Apesar de todas as vantagens, não terminam as reivindicações. Nas eleições importantes de São Paulo, dona Marta Suplicy, derrotada, chamava de filhote da ditadura ao seu concorrente, que nem tinha nascido em 1964. Jornais de grande tiragem rememoram, de onde em onde, ocorrências havidas na guerrilha do PCdoB (ainda hoje stalinista), no Araguaia, sempre imputando sevícias aos que defenderam a pátria com o sacrifício da própria vida. Stalin agradece. Nossa pátria pranteia silenciosamente seus mortos. Note-se que a mudez impera no agitprop sobre as guerrilhas urbanas muito mais sérias.
A OAB, 40 anos depois, pede ao Supremo Tribunal Federal que proíba prescrição do crime de tortura, que atribui aos militares, mas silencia sobre o terrorismo, o que faz supor aprová-lo como legítimo na guerrilha. Ignora o atentado que matou cinco pessoas inocentes, mutilou e feriu 15 no aeroporto de Recife, em 1966; o carro-bomba que estraçalhou o corpo de uma sentinela do Exército em São Paulo; os que, desarmados, emboscaram Henning Boilense; que "matou por engano" um major alemão, tomando-o por um capitão boliviano, que teria prendido Che Guevara, ambos alunos da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro.
Divulgam as violências que José Genoíno garante ter sofrido para dar informações de seu grupo, mas que tem a correção de negar tenha sido torturado ao ser preso na floresta. Pois os companheiros de Genoíno, meu par no Congresso, certa vez esfatiaram até à morte, na presença dos pais, o corpo de um menino de 17 anos de idade que serviu de guia à patrulha militar que os perseguiu na mata. Nos países torturadores, Cuba e China, onde se amestraram, devem ter-lhes lembrado Marx: "A violência é a parteira da história". E o terrorismo, doutores?
Foi ministro de Estado, governador e senador
O presidente Geisel, ao tomar posse em março de 1970, encontrou vencidas as guerrilhas urbanas, iniciadas em 1967. Preparou um plano de transição constante da Emenda Constitucional nº 11, de 13 de outubro de 1978. Revogava o AI-5. Restabelecia todas as liberdades fundamentais, entre elas a dos órgãos de comunicação de massa, hoje conhecidos como mídia.
Ao presidente Figueiredo coube continuar a transição, com a quebra do bipartidarismo e a anistia geral. Ao fim do mandato do seu sucessor, eleito pelo Colégio Eleitoral mantido pela eleição de 1982, encerrar-se-ia o ciclo militar. O PDS rejeitou fosse substituto de Figueiredo o deputado Paulo Maluf, candidato aprovado em Convenção Nacional. O cisma, liderado pelo senador José Sarney, em 1984, causou a adesão de grande parte do partido à candidatura de Tancredo Neves, ainda eleito pelo Colégio Eleitoral tão execrado, mas útil no momento favorável.
Quanto à anistia, a oposição exigia "ampla, geral e irrestrita". Apresentou, porém, um substitutivo que aprovava a absolvição dos crimes conexos (entendidos como terrorismo e tortura), mas não abrangeria, intencionalmente ou não, Leonel Brizola e Miguel Arraes. Derrotado o substitutivo, encabeçado pelo deputado Ulysses Guimarães, foram ambos eleitos em 1982, respectivamente governador do Rio Grande do Sul e deputado federal, por Pernambuco. Líder do governo Figueiredo, e por ele autorizado, garanti, da tribuna do Congresso, que outras medidas, especialmente sobre os crimes de sangue que a lei excluía, seriam progressivamente submetidas ao Congresso.
Aprovada a anistia pelo Congresso, antecipada pelo pluralismo partidário e a legalização dos partidos marxistas e até leninistas pelo presidente José Sarney, que fora o líder da Arena e do PDS, vê-se que a distensão buscava a democracia plena. Mas a esquerda radical não aceitou, anistiada, a reconciliação da família brasileira. Na Constituinte, o assunto voltou à baila: "Nada de esquecimento", diziam. Na gestão de FHC a litania separatista de esquerda foi atendida. O revanchismo produziu a inversão da história: os vencidos na luta armada, que a deflagraram em 1967, passaram a reescrever a história.
O presidente Fernando Henrique Cardoso tornou lei a "vendeta". Constituiu as comissões de Anistia e de Indenização, tomadas de facciosismo raivoso e multiplicador até de fortunas, que levaram o humorista Millor Fernandes, nada simpático ao ciclo militar, escrever que "os guerrilheiros não fizeram guerrilha, mas um bom investimento". FHC, ao sancionar as comissões, disse ser "o dia mais feliz" da vida dele. Carreou votos de milhares de indenizados para Lula e não para Serra, seu candidato a presidente da República.
Esse retrospecto põe em evidência o comportamento harmonizador, sem reciprocidade, dos que impediram que o Brasil virasse uma imensa Cuba. Pagam por isso, como se os guerrilheiros tivessem vencido, pelas armas, a segunda tentativa sangrenta de tomar o poder no Brasil. Derrotados, foram anistiados, mas parecem vencedores implacáveis. Falseiam a verdade. Objetivam convencer os incautos que perderam devido à tortura que teriam sofrido, quando se sabe que perderam porque não tiveram apoio da opinião pública, essencial para as guerrilhas.
Dizem que lutaram pela democracia contra a ditadura. Como confessa dignamente o ex-guerrilheiro Daniel Aarão Reis, marxistas leninistas que eram, bateram-se pela ditadura do proletariado. Compensando o fracasso armado, estão com os bolsos abarrotados de dinheiro, pensões vitalícias sem pagar Imposto de Renda, empregos e nomes nas ruas. O presidente Lula, que prefere ser democrata pragmático a proletário revolucionário, os diz heróis, numa cerimônia a que presidiu.
Apesar de todas as vantagens, não terminam as reivindicações. Nas eleições importantes de São Paulo, dona Marta Suplicy, derrotada, chamava de filhote da ditadura ao seu concorrente, que nem tinha nascido em 1964. Jornais de grande tiragem rememoram, de onde em onde, ocorrências havidas na guerrilha do PCdoB (ainda hoje stalinista), no Araguaia, sempre imputando sevícias aos que defenderam a pátria com o sacrifício da própria vida. Stalin agradece. Nossa pátria pranteia silenciosamente seus mortos. Note-se que a mudez impera no agitprop sobre as guerrilhas urbanas muito mais sérias.
A OAB, 40 anos depois, pede ao Supremo Tribunal Federal que proíba prescrição do crime de tortura, que atribui aos militares, mas silencia sobre o terrorismo, o que faz supor aprová-lo como legítimo na guerrilha. Ignora o atentado que matou cinco pessoas inocentes, mutilou e feriu 15 no aeroporto de Recife, em 1966; o carro-bomba que estraçalhou o corpo de uma sentinela do Exército em São Paulo; os que, desarmados, emboscaram Henning Boilense; que "matou por engano" um major alemão, tomando-o por um capitão boliviano, que teria prendido Che Guevara, ambos alunos da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro.
Divulgam as violências que José Genoíno garante ter sofrido para dar informações de seu grupo, mas que tem a correção de negar tenha sido torturado ao ser preso na floresta. Pois os companheiros de Genoíno, meu par no Congresso, certa vez esfatiaram até à morte, na presença dos pais, o corpo de um menino de 17 anos de idade que serviu de guia à patrulha militar que os perseguiu na mata. Nos países torturadores, Cuba e China, onde se amestraram, devem ter-lhes lembrado Marx: "A violência é a parteira da história". E o terrorismo, doutores?
2012-05-09
PRESIDENTE EMILIO MEDICI - O PRESIDENTE
Postado originalmente em quinta-feira, 4 de agosto de 2011 no Bunker da Cultura - http://bunkerdacultura.blogspot.com.br/2011/08/presidente-emilio-medici-o-presidente.html

Emílio Garrastazu Médici - 100 anos (04 Dez 1905 - 04 Dez 2005)
Um Homem. Um Caráter. Uma Personalidade. Um Chefe. Um Líder. Um Patriota.
Quem era?
Nascido em Bagé, RS, iniciou sua carreira militar no CMPA, fazendo, em seguida, todos os cursos que o levaram ao oficialato e ao generalato.
Em 1964, era Comandante da AMAN. De onde saiu pra ser Adido do Exército junto à Embaixada Brasileira em Washington, EUA.
Voltou para uma Vice-Chefia do Estado-Maior do Exército, no RJ, de onde Costa Silva, seu antigo chefe e amigo, o levou pra chefiar o SNI.
Registre-se, porque contado por ele mesmo e foi uma clara faceta de seu caráter: primeiro, Costa e Silva o convidou para presidente da Petrobrás, o que não aceitou, declarando que não podia sê-lo, pois nada entendia de Petróleo. Dia seguinte, é chamado de novo, e o novo Presidente da República convidou-o, agora, pro SNI. Pra tal cargo não podia deixar de aceitar, concordaram os dois, pois um oficial, desde seus primeiros postos, que lida com informações. Tinha obrigação de conhecer o assunto.
No posto, que exerceu com absoluta correção, ficou de 15 Mar 67 até o início de 69, quando, promovido a 4 Estrelas (Gen Ex), foi nomeado Comandante do III Exército, com sede no seu RS. Com a morte de Costa e Silva, foi o escolhido - e imposto, pois não o queria - pelo Alto Comando das FFAA para ser o candidato da Revolução à Presidência da República. Eleito pelo Congresso, exerceu o cargo de 30 Out 69 a 15 Mar 74.
Depois se recolheu ao recesso do lar, onde se manteve, até o fim, com total discrição. Embora alguns políticos tenham querido fazê-lo o candidato da Revolução em uma eleição direta, numa fase de transição pro governo dos civis.
Que fez, de importante?
À Revolução de Mar, aderiu de corpo e alma. Desde os seus primórdios que foi, inteligente e discretamente, preparando seus oficiais e depois os próprios cadetes que comandava, pra defesa da Democracia ameaçada pelo próprio Governo da República de então, já entregue e submetido aos comunistas, que, desde a Intentona de 35, queriam tomar o Poder. Ele o fez para defesa da Democracia, como dizia, único regime político em consonância com a nossa tradição histórica. Deflagrada a Revolução e consciente de que a AMAN era a vanguarda das tropas do II Exército que viriam de SP pra enfrentar as tropas legalistas que viessem, como vieram, do RJ, tomou, à falta de outros meios próprios, senão um Batalhão de Serviços, a ousada e cruciante decisão de empregar seus jovens cadetes, sob o comando de seus oficiais, para barrarem as tropas adversas nas alturas de Barra Mansa. O que foi cumprido à exação.
Teve um papel histórico, um dos motivos, talvez, da sua escolha para Presidência. No seu Gabinete de Comandante da AMAN, presente o General Amaury Kruel, Comandante do II Exército, já chegado a Resende com suas tropas, deu-se o final da Revolução vitoriosa. O General Armando de Moraes Âncora que recebeu com as honras militares a que este fazia jus e que viera representando o então Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, gravemente enfermo, reconheceu a vitória da Revolução.
E todos os possíveis enfrentamentos foram de pronto suspensos em todo o País. Foi o complemento da vitória de Médici, do seu espírito de decisão.
Seu governo foi pleno de realizações em todos os campos do Poder.
Extremamente modesto e reservado, mas de grande visão, convocou para o seu Ministério Homens da mais alta qualidade, sem considerar as injunções político partidárias. Carismático, caiu no gosto do povo e criou, então, o mote do "Ninguém segura este país". Quanto à Amazônia, a que deu cuidadosa atenção, dizia e repetia "Integrar, pra não entregar" o Lema do Projeto Rondon, ciente e consciente de que é preciso integrar todo o País, inclusive a comunidade indígena à comunidade brasileira.
O Projeto Rondon foi extinto pelos governos revanchistas, mas agora recriado pelo atual governo, a pedido dos estudantes da UNE, um reconhecimento de seu alto significado e valia. E encheu o nosso peito de gozo quando, em corajosa decisão histórica, ampliou os limites do nosso mar territorial para 200 milhas.
Foram o INCRA, o MOBRAL, o Projeto de Metas e Bases pra Ação de Governo, o Estatuto do Índio, o Plano de Integração Nacional, as rodovias Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho. Foi a Refinaria de Paulínia, a maior do País. Foi Ilha Solteira, outra e importante hidrelétrica. E foi, talvez, o maior dos seus feitos, quando no campo social criou o Fundo Rural. Beneficiando, assim, milhares de velhinhos, no interior, e por conseqüência, a economia de pobres municípios. E foram muito mais obras e feitos.
Foi a época do "milagre econômico", chegando a registrar-se um crescimento extraordinário do PIB (cerca de 10% ao ano) e uma inflação que se reduzira a 14%. Foi o aumento da produção industrial, o crescimento das exportações. Um crescimento econômico de que resultou o Brasil passando de 48ª pra 8ª economia do mundo. Foi uma época da diversificação das atividades produtivas, com o surgimento de uma nova classe média. Entre suas obras e que deixaram sua marca, estão aí a grande usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo; a Ponte Rio-Niterói, uma velha e importante aspiração dos fluminenses; e o gesto ousado de lançar a Transamazônica, com o objetivo estratégico de vivificar aquela potentíssima região, futuro de grande potência pro Brasil, que precisa ser defendida pelos brasileiros, a todo o custo, contra a cobiça estrangeira.
Tornou-se um líder nacional, admirado e louvado pela grande maioria do povo.
Seus índices de popularidade ultrapassaram os 80%. Sendo Homem simples, um Homem do povo, tinha suas preferências no futebol, nosso esporte maior, e foi no seu governo que o Brasil consagrou-se Tricampeão Mundial de Futebol, o que festejou de portões do Alvorada abertos à população, ele mesmo - que prognosticara o resultado de 4x1 sobre os italianos - exibindo, com alegria, o Pavilhão Nacional, distendido em suas mãos. Por sua naturalidade como Homem do povo, decerto, foi convidado pra assistir a um importante jogo no Maracanã, parece que um Vasco x Flamengo.
Aceitou, mas chegou atrasado cerca de 10 ou poucos mais minutos. Ao ser anunciada a sua presença, o jogo já começado, todo o Maracanã levantou-se e, de pé, o aplaudiu calorosamente, por alguns minutos. Tal fato jamais acontecera antes, ao anúncio de qualquer grande autoridade com a presença anunciada. As esquerdas, não conformadas, até hoje não lhe perdoam isso, nem ao povo.
No seu governo, foi de extraordinária grandeza: manteve, a despeito dos muitos antagonismos, da incompreensão, o Congresso aberto e não caçou nenhum deputado. Mereceu, sem seu cortejo, o respeito internacional, como Homem digno e totalmente voltado à missão de servir a seu País. Contudo, teve de
combater o crime, e teve que enfrentar movimentos estudantis e sindicais adversos. E pior, teve de fazer frente a grupos armados de esquerda, como a Aliança Libertadora Nacional, de Marighela; e a VAR/Palmares, de Lamarca; e o MR8; e o PC do B; e outros... E teve que enfrentar e resolver os problemas dos seqüestros de diplomatas estrangeiros, como foi o caso do Embaixador Charles Elbrick, dos EUA. E teve que enfrentar, ainda, a guerrilha rural de Ribeira/SP, Caparaó/MG e Araguaia/PA. E, aí, demonstrou a sua extraordinária capacidade de comando. Não cedeu, foi um exemplo de energia e decisão.
Combateu, sem tréguas, os inimigos do Brasil, inimigos da ordem democrática, a serviço de interesses estrangeiros. Não fora assim, teríamos, hoje, as "FARB" - "Forças Armadas Revolucionárias Brasileira", à moda das "FARC" da Colômbia.
Que concluir?
Médici foi, e é, um nome de nossa história, que a posteridade irá reconhecer. A despeito das mentiras que os derrotados pela Revolução, esta que ele tão bem simbolizou, assacam contra ele.
Mas ninguém tira da história - do reconhecimento da história - os que mereceram ficar na história dos grandes e bravos, pelo muito que fizeram pelos seus povos, por sua gente.
Ele foi um Homem, digno desse nome. A Presidência lhe sendo missão cometida que cumpriu com o espírito e a alma voltados para os interesses do país. Um Homem que serviu, e como serviu!
Deus o guarde como os brasileiros devem guardá-lo no Panteão da Glória!
Um Homem. Um Caráter. Uma Personalidade. Um Chefe. Um Líder. Um Patriota.
Quem era?
Nascido em Bagé, RS, iniciou sua carreira militar no CMPA, fazendo, em seguida, todos os cursos que o levaram ao oficialato e ao generalato.
Em 1964, era Comandante da AMAN. De onde saiu pra ser Adido do Exército junto à Embaixada Brasileira em Washington, EUA.
Voltou para uma Vice-Chefia do Estado-Maior do Exército, no RJ, de onde Costa Silva, seu antigo chefe e amigo, o levou pra chefiar o SNI.
Registre-se, porque contado por ele mesmo e foi uma clara faceta de seu caráter: primeiro, Costa e Silva o convidou para presidente da Petrobrás, o que não aceitou, declarando que não podia sê-lo, pois nada entendia de Petróleo. Dia seguinte, é chamado de novo, e o novo Presidente da República convidou-o, agora, pro SNI. Pra tal cargo não podia deixar de aceitar, concordaram os dois, pois um oficial, desde seus primeiros postos, que lida com informações. Tinha obrigação de conhecer o assunto.
No posto, que exerceu com absoluta correção, ficou de 15 Mar 67 até o início de 69, quando, promovido a 4 Estrelas (Gen Ex), foi nomeado Comandante do III Exército, com sede no seu RS. Com a morte de Costa e Silva, foi o escolhido - e imposto, pois não o queria - pelo Alto Comando das FFAA para ser o candidato da Revolução à Presidência da República. Eleito pelo Congresso, exerceu o cargo de 30 Out 69 a 15 Mar 74.
Depois se recolheu ao recesso do lar, onde se manteve, até o fim, com total discrição. Embora alguns políticos tenham querido fazê-lo o candidato da Revolução em uma eleição direta, numa fase de transição pro governo dos civis.
Que fez, de importante?
À Revolução de Mar, aderiu de corpo e alma. Desde os seus primórdios que foi, inteligente e discretamente, preparando seus oficiais e depois os próprios cadetes que comandava, pra defesa da Democracia ameaçada pelo próprio Governo da República de então, já entregue e submetido aos comunistas, que, desde a Intentona de 35, queriam tomar o Poder. Ele o fez para defesa da Democracia, como dizia, único regime político em consonância com a nossa tradição histórica. Deflagrada a Revolução e consciente de que a AMAN era a vanguarda das tropas do II Exército que viriam de SP pra enfrentar as tropas legalistas que viessem, como vieram, do RJ, tomou, à falta de outros meios próprios, senão um Batalhão de Serviços, a ousada e cruciante decisão de empregar seus jovens cadetes, sob o comando de seus oficiais, para barrarem as tropas adversas nas alturas de Barra Mansa. O que foi cumprido à exação.
Teve um papel histórico, um dos motivos, talvez, da sua escolha para Presidência. No seu Gabinete de Comandante da AMAN, presente o General Amaury Kruel, Comandante do II Exército, já chegado a Resende com suas tropas, deu-se o final da Revolução vitoriosa. O General Armando de Moraes Âncora que recebeu com as honras militares a que este fazia jus e que viera representando o então Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, gravemente enfermo, reconheceu a vitória da Revolução.
E todos os possíveis enfrentamentos foram de pronto suspensos em todo o País. Foi o complemento da vitória de Médici, do seu espírito de decisão.
Seu governo foi pleno de realizações em todos os campos do Poder.
Extremamente modesto e reservado, mas de grande visão, convocou para o seu Ministério Homens da mais alta qualidade, sem considerar as injunções político partidárias. Carismático, caiu no gosto do povo e criou, então, o mote do "Ninguém segura este país". Quanto à Amazônia, a que deu cuidadosa atenção, dizia e repetia "Integrar, pra não entregar" o Lema do Projeto Rondon, ciente e consciente de que é preciso integrar todo o País, inclusive a comunidade indígena à comunidade brasileira.
O Projeto Rondon foi extinto pelos governos revanchistas, mas agora recriado pelo atual governo, a pedido dos estudantes da UNE, um reconhecimento de seu alto significado e valia. E encheu o nosso peito de gozo quando, em corajosa decisão histórica, ampliou os limites do nosso mar territorial para 200 milhas.
Foram o INCRA, o MOBRAL, o Projeto de Metas e Bases pra Ação de Governo, o Estatuto do Índio, o Plano de Integração Nacional, as rodovias Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho. Foi a Refinaria de Paulínia, a maior do País. Foi Ilha Solteira, outra e importante hidrelétrica. E foi, talvez, o maior dos seus feitos, quando no campo social criou o Fundo Rural. Beneficiando, assim, milhares de velhinhos, no interior, e por conseqüência, a economia de pobres municípios. E foram muito mais obras e feitos.
Foi a época do "milagre econômico", chegando a registrar-se um crescimento extraordinário do PIB (cerca de 10% ao ano) e uma inflação que se reduzira a 14%. Foi o aumento da produção industrial, o crescimento das exportações. Um crescimento econômico de que resultou o Brasil passando de 48ª pra 8ª economia do mundo. Foi uma época da diversificação das atividades produtivas, com o surgimento de uma nova classe média. Entre suas obras e que deixaram sua marca, estão aí a grande usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo; a Ponte Rio-Niterói, uma velha e importante aspiração dos fluminenses; e o gesto ousado de lançar a Transamazônica, com o objetivo estratégico de vivificar aquela potentíssima região, futuro de grande potência pro Brasil, que precisa ser defendida pelos brasileiros, a todo o custo, contra a cobiça estrangeira.
Tornou-se um líder nacional, admirado e louvado pela grande maioria do povo.
Seus índices de popularidade ultrapassaram os 80%. Sendo Homem simples, um Homem do povo, tinha suas preferências no futebol, nosso esporte maior, e foi no seu governo que o Brasil consagrou-se Tricampeão Mundial de Futebol, o que festejou de portões do Alvorada abertos à população, ele mesmo - que prognosticara o resultado de 4x1 sobre os italianos - exibindo, com alegria, o Pavilhão Nacional, distendido em suas mãos. Por sua naturalidade como Homem do povo, decerto, foi convidado pra assistir a um importante jogo no Maracanã, parece que um Vasco x Flamengo.
Aceitou, mas chegou atrasado cerca de 10 ou poucos mais minutos. Ao ser anunciada a sua presença, o jogo já começado, todo o Maracanã levantou-se e, de pé, o aplaudiu calorosamente, por alguns minutos. Tal fato jamais acontecera antes, ao anúncio de qualquer grande autoridade com a presença anunciada. As esquerdas, não conformadas, até hoje não lhe perdoam isso, nem ao povo.
No seu governo, foi de extraordinária grandeza: manteve, a despeito dos muitos antagonismos, da incompreensão, o Congresso aberto e não caçou nenhum deputado. Mereceu, sem seu cortejo, o respeito internacional, como Homem digno e totalmente voltado à missão de servir a seu País. Contudo, teve de
combater o crime, e teve que enfrentar movimentos estudantis e sindicais adversos. E pior, teve de fazer frente a grupos armados de esquerda, como a Aliança Libertadora Nacional, de Marighela; e a VAR/Palmares, de Lamarca; e o MR8; e o PC do B; e outros... E teve que enfrentar e resolver os problemas dos seqüestros de diplomatas estrangeiros, como foi o caso do Embaixador Charles Elbrick, dos EUA. E teve que enfrentar, ainda, a guerrilha rural de Ribeira/SP, Caparaó/MG e Araguaia/PA. E, aí, demonstrou a sua extraordinária capacidade de comando. Não cedeu, foi um exemplo de energia e decisão.
Combateu, sem tréguas, os inimigos do Brasil, inimigos da ordem democrática, a serviço de interesses estrangeiros. Não fora assim, teríamos, hoje, as "FARB" - "Forças Armadas Revolucionárias Brasileira", à moda das "FARC" da Colômbia.
Que concluir?
Médici foi, e é, um nome de nossa história, que a posteridade irá reconhecer. A despeito das mentiras que os derrotados pela Revolução, esta que ele tão bem simbolizou, assacam contra ele.
Mas ninguém tira da história - do reconhecimento da história - os que mereceram ficar na história dos grandes e bravos, pelo muito que fizeram pelos seus povos, por sua gente.
Ele foi um Homem, digno desse nome. A Presidência lhe sendo missão cometida que cumpriu com o espírito e a alma voltados para os interesses do país. Um Homem que serviu, e como serviu!
Deus o guarde como os brasileiros devem guardá-lo no Panteão da Glória!
2012-04-23
Dez passos para se idiotizar um país:
- acabar com a educação de qualidade;
- dar oportunidade para poucos e não premiar o mérito;
- criar uma mídia inútil e sem conteudo;
- garantir que o sistema de saude fique ou continue ruim;
- cobrar altos impostos;
- garantir a impunidade;
- corrupção banalizada e tornada comum;
- tudo deve funcionar mal, especialmente o serviço público;
- não investir em tecnologia;
- empregar mágicos no governo, que quintuplicam sua renda privada.
2012-04-08
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